lunes, 6 de julio de 2015

"Un cubano en Berlín ". by Andreu Jerez

La historia de Jorge Luis García Vázquez está estrechamente ligada al pasado de Berlín como capital de la Guerra Fría, como la ciudad que ejemplificó a la perfección a esa guerra improbable y la paz imposible que enfrentó a dos bloques, a dos sistemas que esperaban la irremediable caída del otro.










Jorge Luis llegó a la Alemania oriental y socialista hace más de 20 años como traductor y acompañante de los trabajadores cubanos invitados por la República Democrática Alemana. Gracias a sus conocimientos del alemán, hacía de intermediario entre las autoridades germanorientales y los trabajadores cubanos. Hasta que los servicios secretos de Fidel Castro le pidieron que espiara a un músico cubano considerado como sospechoso por el régimen castrista...

http://cielobajoberlin.blogspot.de/2012/04/un-cubano-en-berlin.html

lunes, 15 de junio de 2015

"O cubano que veio para o frio". Francisco Galope, em Berlim


O cubano que veio para o frio



 "O muro de Berlim caiu entretanto. E, depois dos cinco anos, Jorge regressou à Alemanha e à "sua" prisão, entretanto convertida em museu onde é actualmente guia".
 

Gere as pausas entre frases como que a prender a atenção de quem ou ouve. "Quem entrava aqui estava condenado. Não havia fuga possível. Jorge Luís Vázquez, 50 anos, cubano guia grupos de turistas através da antiga prisão de Hohenschönhausen, um antigo estabelecimento prisional de Berlim, outrora operado pela temida polícia secreta da antiga RDA, a Stasi. 
 Esta era uma das 17 prisões para prisioneiros políticos que existiram no território na parte comunista da Alemanha durante a Guerra Fria. Jorge conta que havia mais salas de interrogatório do que celas, numa proporção de 120 para 103. A luz naqueles corredores é fria e, estranhamente, ainda se sente o cheiro da ditadura, sobretudo nos pisos superiores onde se sucedem as salas de interrogatório, que têm o soalho revestido a linóleo claro.

No "submarino", uma zona da prisão assim chamada por se situar debaixo da terra também cheira, mas a mofo. "Chamam-lhe assim porque, quando aqui entravam, as pessoas desapareciam, submergiam. E nessa submersão nunca dava para perceber se era de dia ou de noite", explica o guia. 

Jorge movimenta ruidosamente os ferrolhos das pesadas portas de metal. Exemplifica como os guarda faziam e imita-lhes a voz de comando. "Aqui deixavas de ter nome e passavas a ser um número". Jorge cerra os punhos e junta-os delicada mente. Ajeita o cachecol e emociona-se enquanto conta a história desta prisão. Ele não é um guia profissional. Viveu o que aqui conta aos visitantes. Isto é, sofreu-o na pele.

                                         Cárcel de la Stasi en Berlín Foto: JLGVazquez/


Quando, na década de 80, se apaixonou por uma alemã oriental e veio viver para cá ("são as mulheres que nos levam à certa", dirá à margem da visita com um brilho nos seus olhos azuis pequenos), nada fazia prever que seria detido pela Stasi para ser interrogado. O delito de Jorge foi o de ter-se dado com as pessoas erradas. Ou melhor, com homens e mulheres suspeitos de terem contactos com ocidentais, logo potenciais espiões. O azar foi isso ter acontecido numa época e num lugar em que contar uma anedota podia ser considerado uma deslealdade para com o "Estado de Operários e Camponeses", o que dava, obviamente prisão.

Bastou isso para uma semana de interrogatórios, de tortura do sono, de coacção psicológica. E claro para o separarem da mulher. Foi deportado para Cuba, onde voltou a ser detido pela polícia política do regime castrista. Não conseguiram provar nada contra ele e após três dias de interrogatório foi "condenado" a cinco anos de termo de identidade e residência, à proibição de deixar o país e a uma perseguição permanente.

O muro de Berlim caiu entretanto. E, depois dos cinco anos, Jorge regressou à Alemanha e à "sua" prisão, entretanto convertida em museu onde é actualmente guia.


Francisco Galope, em Berlim |

viernes, 5 de junio de 2015

" O PRISIONEIRO 33" - -Minha História: Cubano relembra prisão e tortura na Alemanha Oriental/ FOLHA.COM ANDERSON FIGO DE BERLIM

                                        Celda en la  Prisión Central de  Investigaciones de la Stasi
                                          Berlin-Hohenschönhausen.Foto JGVazquez


"Jorge Luís García Vázquez foi enviado à Alemanha Oriental em 1980 para ser intérprete de cidadãos cubanos que trabalhavam no país. O serviço de segurança de Cuba tentou recrutá-lo como informante.Em um de seus trabalhos, Vázquez acompanhou um músico cubano em uma turnê.A intenção do artista era não retornar a seu país de origem, e Vázquez o ajudou a contatar diplomatas dos EUA -mas as ligações foram interceptadas, e o tradutor foi preso..Fui detido em março de 1987 e colocado no núcleo de detenção central da Stasi [polícia secreta da Alemanha Oriental], em Berlim-Hohenschönhausen.Tentei ajudar o músico cubano a escapar porque pensei que posteriormente eu poderia utilizar esses contatos na embaixada americana com o mesmo objetivo, fugir de Cuba.A ideia era entregar aos EUA informações que poderiam ser de seu interesse...."

martes, 2 de junio de 2015

..."Raúl es un limpia-parabrisas en la Revolución. ..."General de Cuerpo de Ejército Rigoberto García Fernández



"......El limpia-parabrisas, cuando llueve, lo que hace es quitar el agua sucia para que veas y él ayuda a eliminar toda la basura que pueda afectar al proceso revolucionario...." 

 (Luís Báez ,Entrevista)


Informe revela la cara oculta de Raúl Castro

Fuente: Archivo Cuba

En la lista hecha pública por Archivo Cuba, se destacan 86 fallecimientos en prisión, 46 suicidios de presos y 15 homicidios extrajudiciales.

 El gobierno de Raúl Castro tiene un impresionante historial de más de 200 casos de muertes y desapariciones en Cuba, de ellos 166 documentados, durante los siete años de su mandato, según revela la organización Archivo Cuba en su más reciente informe.

 http://www.martinoticias.com/content/informe-revela-cara-oculta-raul-castro-/30539.html

 

" Recuerda Alles Soberon que cuando el proceso contra Huber Matos el comandante Cienfuegos le dijo que Raúl Castro quería que fusilaran a Matos porque este atacaba a los comunistas, y que todos los que fuesen enemigos de esa ideología eran contrarrevolucionarios, enemigos de la Revolución y que por eso debía morir.Apunta que en base a su relación con Camilo Cienfuegos, este le había invitado a encontrarse en el cuartel militar de Columbia, sede del estado mayor de las Fuerzas Armadas de Cuba, y pudo escuchar una fuerte discusión entre tres comandantes emblemáticos de la Revolución. Ernesto Guevara, Raúl Castro y Cienfuegos. Este último decía que los fusilamientos tenían que cesar a lo que Guevara y Raúl se oponían. En la discusión Camilo Cienfuegos propuso licenciar a todos los militares del ejercito de la Republica y ponerlos a trabajar en el ministerio de Obras Publicas para evitar que conspirasen, tanto Guevara como Raúl se opusieron gritándoles que no, que lo que hacia falta era que conspirasen para fusilarlos a todos". Fuente: Pedro Corzohttp://debates.1talk.net/t5358-raul-castro-biografias-no-autorizadas

"Un General en la Cumbre "

 http://stasi-minint.blogspot.de/2015/04/un-general-en-la-cumbrejorge-l-garcia.html


Fuente: Archivo BStU
             Investigación Conexión Habana-Berlín
             Jorge L. García Vázquez

sábado, 30 de mayo de 2015

La doble vida de los otros "En ocasiones, los mensajes de los ciudadanos convertidos en espías eran perfectamente inocuos.."Juan Villoro

"En 1989, poco antes de la caída del Muro, se hospedó en mi casa un pintor de la RDA que atacaba los lienzos con una enjundia que consideraba "post-expresionista". Durante su estancia en el D. F. se aficionó a los mercados, al tequila y a despertar a las dos de la tarde. Alargó su estancia hasta que una amiga común aceptó recibirlo. Sin saberlo, fuimos testigos de una trama oculta de la Guerra Fría (esto suena más emocionante de lo que es, pero lo dejo en suspenso para crear tensión)"

 http://www.elmercurio.com/blogs/2014/11/09/26730/La-doble-vida-de-los-otros.aspx

 Juan Villoro